Um belo dia acordo mulher... Aposto que muitas já tiveram essa impressão. Os anos passam, as coisas vão se transformando aos poucos. Mas parece que um dia dá um estralo... Carai vou fazer 30 anos!
As molecagens continuam meio parecidas. Mas a postura é outra. Me sinto tão dona de mim e das minhas vontades que penso que talvez isso seja a felicidade. Na saúde e na doença, na alegria e na tristeza... Mas feliz com as próprias escolhas, feliz de não ter engordado 30 quilos, feliz de não ser a tiazinha que eu achei que seria. É difícil imaginar o que é ser mulher! É tão único que só pode ser vivido. Não ter extremos e entender que o processo da vida é que bonito porque ela não chega em lugar nenhum mesmo. Entender fases boas e ruins sem sair do eixo, apenas com serenidade para não deixar o barco desandar. A praia com breja gelada vai chegar logo mais. Só não vá se perder por aí.
De bem com minha feminilidade que não é a da minha mãe e não é da minha filha, vou seguindo como sou, e vou sendo como posso
E eu só posso ser mulher!
7.10.11
20.4.11
Seguimos então...
Quero mais uma cerveja. Quase deu. Talvez mais uma para terminar a festa. Nesta festa a noite foi intensa com direito a tudo: houve risadas, ameaças de choro, música, lembranças, danças. Divertidíssima. Só que nesta festa, só eu pude entrar. Eu era a única convidada. Não importavam os outros da forma mais simples: não posso me preocupar com os que não estão aqui. Decidi e ponto.
Coloquei um chinelo e fui ao mercado 24 horas. São quase quatro. Animada. Coloquei um chinelo pelo menos três números maiores que o meu pé. Agora eles existem na minha casa. Assim como às vezes as coisas mudam de lugar sem que eu interfira. Talvez pudesse me irritar... Mas me encanta profundamente.
Por muito tempo fui sozinha. Morava com um gatinho que sempre me trouxe vida (as plantas não sobreviveram... não aprenderam a miar...) pelo simples fato de mover-se pela casa e me exigir determinadas coisas. Só se mantém algo vivo por perto com muita troca. Mas ele nunca aprendeu a acender a luz e quando resolve que algo não está bem em um lugar, o derruba. Simples.
Agora me divido de novo... entre o que sou para mim e o que sou para ele. Às sou eu, mas sou mais... Sou o que eu gostaria de ser... satisfeita. Louca para compartilhar.Amar.
E de vez quando sou menos... sinto falta de mim. Não faço idéia de onde vem, mas sinto que estou me perdendo... Tenho saudades só de mim. Demorei tanto a gostar de minha companhia...
Foi maravilhoso descobrir porque tanta gente topa sobreviver nesse mundo. A maioria em condições que não consigo nem comparar com a minha. Elas se amam. Todo mundo quer sobreviver porque se ama e ama alguém. As sociedades tribais são de base familiar. Vivem e se perpetuam porque um cuida do outro e assim não se adoece de tristeza de forma tão comum. Nossa sociedade está triste. Eu fui muito triste. Serei para sempre muito triste. Mas minhas famílias me amparam. E assim eu também decido ficar. Por mim e por elas...
... e por ele em especial. De repente sou de uma mulherzice... decidi ficar mesmo. Quero filhos. Meu Deus! É a idéia e vontade mais doida que eu já tive na vida. Hoje eu entendo porque eu já quis morrer. E agora não entendo porque quero deixar nascer. Mas quero. E não preciso que nasça na minha barriga. Preciso dele no meu coração.
Sou triste mas aprendi a ser alegre. Agora já posso compartilhar.
Coloquei um chinelo e fui ao mercado 24 horas. São quase quatro. Animada. Coloquei um chinelo pelo menos três números maiores que o meu pé. Agora eles existem na minha casa. Assim como às vezes as coisas mudam de lugar sem que eu interfira. Talvez pudesse me irritar... Mas me encanta profundamente.
Por muito tempo fui sozinha. Morava com um gatinho que sempre me trouxe vida (as plantas não sobreviveram... não aprenderam a miar...) pelo simples fato de mover-se pela casa e me exigir determinadas coisas. Só se mantém algo vivo por perto com muita troca. Mas ele nunca aprendeu a acender a luz e quando resolve que algo não está bem em um lugar, o derruba. Simples.
Agora me divido de novo... entre o que sou para mim e o que sou para ele. Às sou eu, mas sou mais... Sou o que eu gostaria de ser... satisfeita. Louca para compartilhar.Amar.
E de vez quando sou menos... sinto falta de mim. Não faço idéia de onde vem, mas sinto que estou me perdendo... Tenho saudades só de mim. Demorei tanto a gostar de minha companhia...
Foi maravilhoso descobrir porque tanta gente topa sobreviver nesse mundo. A maioria em condições que não consigo nem comparar com a minha. Elas se amam. Todo mundo quer sobreviver porque se ama e ama alguém. As sociedades tribais são de base familiar. Vivem e se perpetuam porque um cuida do outro e assim não se adoece de tristeza de forma tão comum. Nossa sociedade está triste. Eu fui muito triste. Serei para sempre muito triste. Mas minhas famílias me amparam. E assim eu também decido ficar. Por mim e por elas...
... e por ele em especial. De repente sou de uma mulherzice... decidi ficar mesmo. Quero filhos. Meu Deus! É a idéia e vontade mais doida que eu já tive na vida. Hoje eu entendo porque eu já quis morrer. E agora não entendo porque quero deixar nascer. Mas quero. E não preciso que nasça na minha barriga. Preciso dele no meu coração.
Sou triste mas aprendi a ser alegre. Agora já posso compartilhar.
28.12.10
Devolva o Neruda que você me tomou...
E nunca leu...
Sinto que dos amores ficam as lembranças e os livros que vão e que ficam...
Em alguns casos são só referências... Bibliografia de mesa de bar.
De vez em quando o negócio desenvolve e já rolam empréstimos... tenho aqui uns livros que eu não gosto tanto cujos donos não mais fazem parte da minha vida. E alguns que eu adoro estão por aí na estante de alguém que agora me tem no passado.
Quando fica um pouco mais sério viram presentes de milhões de significados. A dedicatória (que eu particularmente gosto muito) são quase um registro do amor. Ou desamor.
Daqueles que me lembram amores, uma vez ganhei um que foi o único presente de toda a história.A dedicatória era triste. Sem amor no final. Sem nada.
De vez em quando tinha vontade de devolvê-lo.
Achei melhor emprestá-lo. Para sei lá quem...
Outra vezes emprestei e perdi. Só que me lembrei por um tempo onde eles estavam. Depois me convenci que saíram baratos.
Agora emprestei outro. E me arrependi. Eu gostava tanto dele... De quem levou nem sei mais ... Acho que nenhum dos dois voltam. E ele nem vai fazer a gentileza de deixar na portaria.
Espero que ao menos leia...
Sinto que dos amores ficam as lembranças e os livros que vão e que ficam...
Em alguns casos são só referências... Bibliografia de mesa de bar.
De vez em quando o negócio desenvolve e já rolam empréstimos... tenho aqui uns livros que eu não gosto tanto cujos donos não mais fazem parte da minha vida. E alguns que eu adoro estão por aí na estante de alguém que agora me tem no passado.
Quando fica um pouco mais sério viram presentes de milhões de significados. A dedicatória (que eu particularmente gosto muito) são quase um registro do amor. Ou desamor.
Daqueles que me lembram amores, uma vez ganhei um que foi o único presente de toda a história.A dedicatória era triste. Sem amor no final. Sem nada.
De vez em quando tinha vontade de devolvê-lo.
Achei melhor emprestá-lo. Para sei lá quem...
Outra vezes emprestei e perdi. Só que me lembrei por um tempo onde eles estavam. Depois me convenci que saíram baratos.
Agora emprestei outro. E me arrependi. Eu gostava tanto dele... De quem levou nem sei mais ... Acho que nenhum dos dois voltam. E ele nem vai fazer a gentileza de deixar na portaria.
Espero que ao menos leia...
21.12.10
Eu sei que é clichê...
... mas eu o-d-e-i-o natal. Eu tinha impressão que sempre odiei, mas hoje pensando... não é verdade. Me lembrei do último natal que gostei mesmo. Eu ganhei uma bicicleta ceci com rodinhas. O mais legal era o suspense. As bicicletas (minha irmã também ganhou uma ceci aro 16)ficaram uns dias escondidas na minha casa enquanto meu avô dizia que talvez a fábrica não desse conta de produzir bicicletas para todas as crianças que queriam. Também não me lembro de ter acreditado em papai noel alguma vez na minha vida. Enfim, o 25 de dezembro foi legal pra caralho e depois jogamos as bicicletas na caminhonete do meu pai e fomos pra praia. Uns dias me matando para acompanhar os maiores e consegui tirar as rodinhas que me atravancavam e oprimiam. Massa demais.
Depois meu vô morreu e minha vida ficou estranha. Nunca mais gostei de Natal.
Bom, bora lá para mais um... estratégia de sempre: Chega, cumprimenta quase todo mundo, come, faz um quinze e sai de rolê. Já peguei prática. Tá quase fácil.
Depois meu vô morreu e minha vida ficou estranha. Nunca mais gostei de Natal.
Bom, bora lá para mais um... estratégia de sempre: Chega, cumprimenta quase todo mundo, come, faz um quinze e sai de rolê. Já peguei prática. Tá quase fácil.
18.11.10
5.11.10
Essa eu preciso contar...
Fiquei tão empolgada com a Dilma e esqueci de outra coisa jóia desses dias... Minha mãe só melhora... na verdade, ela só continua andando e eu agora tenho serenidade para acompanhar. Parei de ver o negativo, ou seja, o que ela não me ensinou. É fato que ela nunca foi uma grande dona de casa. Mas é uma matriarca do caralho que passou a vida cuidando para que tudo desse mais ou menos certo e agora depois de aposentada está aprendendo a cozinhar com a Ana Maria Braga. E me ensinou coisas que na vida que levo são mais importantes. É também estou aprendendo a cozinhar.
Bom, nessas a cena da cozinha de casa era a seguinte: Mamãe de costas sentada na cadeira parecendo uma moça de quinta e o cunhadão tatuando a figura. Tatuagem de mãe que nóis é de respeito. Florzinha e borboleta.
Afrouxei... no terceiro gritinho da minha mãe, ainda no contorno do desenho, aproveitei que ela me fez aprender dirigir. A hippie não queria. Ela incentivou, pagou e empresta o carro. Sai dar uma volta... fui para o bar. Ver a mãe sofrendo na agulhada é demais. A hermana mais velha segurou a mãozinha. O meu incentivo é moral apesar de meio grosso:
- Aê Therê, começou tem que terminar. Ou vai ficar meia dúzia de risco e eu vou ter que falar que o habeas corpus saiu antes do talento final das mina cadeieira.... rsrs
Brincadeirnha... Ficou lindo! Só não fiz outra porque já tinha rolado uma movimento tatu de baciada e o cunhado tava cansado rsrsrsrs
Bom, nessas a cena da cozinha de casa era a seguinte: Mamãe de costas sentada na cadeira parecendo uma moça de quinta e o cunhadão tatuando a figura. Tatuagem de mãe que nóis é de respeito. Florzinha e borboleta.
Afrouxei... no terceiro gritinho da minha mãe, ainda no contorno do desenho, aproveitei que ela me fez aprender dirigir. A hippie não queria. Ela incentivou, pagou e empresta o carro. Sai dar uma volta... fui para o bar. Ver a mãe sofrendo na agulhada é demais. A hermana mais velha segurou a mãozinha. O meu incentivo é moral apesar de meio grosso:
- Aê Therê, começou tem que terminar. Ou vai ficar meia dúzia de risco e eu vou ter que falar que o habeas corpus saiu antes do talento final das mina cadeieira.... rsrs
Brincadeirnha... Ficou lindo! Só não fiz outra porque já tinha rolado uma movimento tatu de baciada e o cunhado tava cansado rsrsrsrs
3.11.10
Ai que sorriso bão....
Depois do resultado feliz das eleições da agonia, me pego rindo sozinha quando lembro: A Dilma é presidenta!
Talvez os meninos, por mais queridos e bem intencionados que sejam, não entendam isso. Mas para mim, é um orgulho enorme ter uma mulher como líder política. Doce e brava. Que aceita um beijo na testa mas mostra os dentes se precisar. É o coroamento do feminismo 60 queima sutiã. Acho um avanço porque agora podemos tentar superar essa bobagem de igualdade. Estou louca para ver diferenças. Para que exaltemos as diferenças. A Dilma não é um homem e nem masculina. Ela só não é uma mulherzinha afetada. Conheço muitas Dilmas por aí. Me lembra muito a famosa Tia Rouca das repartições públicas pós redemocratização, como bem nos conta a compa Julinha.
Feliz, ansiosa e esperando os erros e os acertos. Um grande passo para a humanização da mulher. Nós que fazemos merdas e coisas lindas. Que rimos e somos acolhedoras mas também aprendemos a dar bicudas...
Salve, salve mulherada!
Talvez os meninos, por mais queridos e bem intencionados que sejam, não entendam isso. Mas para mim, é um orgulho enorme ter uma mulher como líder política. Doce e brava. Que aceita um beijo na testa mas mostra os dentes se precisar. É o coroamento do feminismo 60 queima sutiã. Acho um avanço porque agora podemos tentar superar essa bobagem de igualdade. Estou louca para ver diferenças. Para que exaltemos as diferenças. A Dilma não é um homem e nem masculina. Ela só não é uma mulherzinha afetada. Conheço muitas Dilmas por aí. Me lembra muito a famosa Tia Rouca das repartições públicas pós redemocratização, como bem nos conta a compa Julinha.
Feliz, ansiosa e esperando os erros e os acertos. Um grande passo para a humanização da mulher. Nós que fazemos merdas e coisas lindas. Que rimos e somos acolhedoras mas também aprendemos a dar bicudas...
Salve, salve mulherada!
25.10.10
19.10.10
A vida e suas capivarices...
...numa manhã meio inútil, pensando coisas bem inúteis e assistindo programas absolutamente inúteis... Isso é o que eu chamo de momento capivara... gostosura...
Nesses momentos, a Record geralmente me acompanha. Acho o máximo o canal dos que quase chegaram lá. Quase são da globo, quase são de boa qualidade e se dirigem as pessoas que são quase classe média. É uma mistura de mal gosto tentando parecer quase sofisticado que me encanta. Chique nas receitas da record é usar ricota manja? Ou aprender a fazer marshmallow (que é muito mais legal que glacê e goiabada)para cobrir bolo. As vizinhas acham um luxo.
Nesse mundo dos quase lá, tem as celebridades B. Gente, os caras descobriram a receita do barraco naquele negócio de "A fazenda". Não, eu não assisto porque minha capivarice não chega a tanto. Mas vejo os melhores momentos (ou seja, os barraco) nos programas matinais. Óia só: Peque um monte de celebridades decadentes ou aquelas que foram famosas por uma semana. Junte esse monte de gente iludida, besta e frustrada, que venderiam a mãe e a alma para o diabo por um minuto de glamour e uns trocados em um lugar isolado com um leve cheiro de estrume. Obrigue-as a levantar a bunda da cadeira (tipo, para tirar o lixo) e acene com a possibilidade de ter um carguinho que fará com que este ser seja mais poderoso do que os outros. Acirre seus egos e promova a cobiça. Pronto! Tudo fica bizarro...
Genial... a globo não faria melhor...
A Record é efeito Lula. E ela sabe muito bem quem são os novos participantes da festa, tanto do lado de dentro da tv quanto do lado de fora. E nóis acompanha para ver até onde vai...
Nesses momentos, a Record geralmente me acompanha. Acho o máximo o canal dos que quase chegaram lá. Quase são da globo, quase são de boa qualidade e se dirigem as pessoas que são quase classe média. É uma mistura de mal gosto tentando parecer quase sofisticado que me encanta. Chique nas receitas da record é usar ricota manja? Ou aprender a fazer marshmallow (que é muito mais legal que glacê e goiabada)para cobrir bolo. As vizinhas acham um luxo.
Nesse mundo dos quase lá, tem as celebridades B. Gente, os caras descobriram a receita do barraco naquele negócio de "A fazenda". Não, eu não assisto porque minha capivarice não chega a tanto. Mas vejo os melhores momentos (ou seja, os barraco) nos programas matinais. Óia só: Peque um monte de celebridades decadentes ou aquelas que foram famosas por uma semana. Junte esse monte de gente iludida, besta e frustrada, que venderiam a mãe e a alma para o diabo por um minuto de glamour e uns trocados em um lugar isolado com um leve cheiro de estrume. Obrigue-as a levantar a bunda da cadeira (tipo, para tirar o lixo) e acene com a possibilidade de ter um carguinho que fará com que este ser seja mais poderoso do que os outros. Acirre seus egos e promova a cobiça. Pronto! Tudo fica bizarro...
Genial... a globo não faria melhor...
A Record é efeito Lula. E ela sabe muito bem quem são os novos participantes da festa, tanto do lado de dentro da tv quanto do lado de fora. E nóis acompanha para ver até onde vai...
10.10.10
Ai... Que tristeza do jeca...
Tristeza Do Jeca
Tonico E Tinoco
Nestes verso tão singelo
minha bela, meu amor
pra você quero contar
o meu sofrer e a minha dor
Eu sô igual a um sabiá
quando canta é só tristeza
desde um galho onde ele está
nesta viola eu canto e gemo de verdade
cada toada representa uma saudade
eu nasci naquela serra
num ranchinho beira chão
todo cheio de buraco
onde a lua faz clarão
quando chega a madrugada
lá na mata a passarada
principía um barulhão
nesta viola eu canto e gemo de verdade
cada toada representa uma saudade
vou parar minha viola já não posso mais cantar
pois um jeca quando canta têm vontade de chorar
o choro que vai caindo
devagar vai se sumindo
como as água vão pro mar
Tonico E Tinoco
Nestes verso tão singelo
minha bela, meu amor
pra você quero contar
o meu sofrer e a minha dor
Eu sô igual a um sabiá
quando canta é só tristeza
desde um galho onde ele está
nesta viola eu canto e gemo de verdade
cada toada representa uma saudade
eu nasci naquela serra
num ranchinho beira chão
todo cheio de buraco
onde a lua faz clarão
quando chega a madrugada
lá na mata a passarada
principía um barulhão
nesta viola eu canto e gemo de verdade
cada toada representa uma saudade
vou parar minha viola já não posso mais cantar
pois um jeca quando canta têm vontade de chorar
o choro que vai caindo
devagar vai se sumindo
como as água vão pro mar
24.9.10
Nóis ganha pouco mas se diverte
Hoje, conversando com os moleques na sala, escuto a seguinte pérola:
Lucas - Nossa professora, o mais legal é sair com coroa. As mina nova não deixam nem pegar na bunda. Já as coroas te agarram, levam pra casa delas e dão um trabalho... Elas gostam do Vitor rsrsrs Mas eu saí outro dia com uma coroa e foi dá hora.
Eu- É mesmo, foi legal? E quantos anos tinha a coroa?
Lucas (estufando o peito)- Essa foi a mais velha que já peguei: 31.
Lucas - Nossa professora, o mais legal é sair com coroa. As mina nova não deixam nem pegar na bunda. Já as coroas te agarram, levam pra casa delas e dão um trabalho... Elas gostam do Vitor rsrsrs Mas eu saí outro dia com uma coroa e foi dá hora.
Eu- É mesmo, foi legal? E quantos anos tinha a coroa?
Lucas (estufando o peito)- Essa foi a mais velha que já peguei: 31.
21.9.10
Eu deveria querer?
Outro dia fui ao cinema depois de um tempão... A vizinha e eu fomos conferir o sucesssooooo "Nosso Lar". Realmente deprimente pensar que aquilo é uma boa representação do imaginário comum angustiado com a idéia de que ninguém fica para semente...
Só pensava o tempo todo: Que merda é essa? Se isso é o paraíso, que bosta de vida alguém que acha aquilo o máximo leva na terra?
Lastimável... tudo branco (principalmente as pessoas excetuando-se o pessoal da cota), chato, com violinos, música erudita, trabalho pra caralho, meritocracia, propriedade, fome, risco de ir para o inferno, dor....
E o pior...a eternidade! Ou ao menos uma vida muito prolongada da expectativa que tenho para mim. Imagina, a moça é mãe de uma chata, louca, sem noção e reencarna para cumprir sua missão e ser mãe daquela praga de novo! Fala se isso não é mais angustiante do que simplesmente ver a luz e acabar.
Eu não quero morrer agora, evidente. Mas também não quero durar tanto assim e nem reviver minhas merdas em outra vida. já me basta essa. Me recuso a pensar que as coisas que cruzaram esta vida, também cruzaram outras e continuarão cruzando e atravessando meu samba.
Sinceramente só vejo uma vantagem em toda essa moda espírita: se for verdade, na próxima vida eu não deixo escapar e encaminho mais cedo para o limbão do outro lado.
Só pensava o tempo todo: Que merda é essa? Se isso é o paraíso, que bosta de vida alguém que acha aquilo o máximo leva na terra?
Lastimável... tudo branco (principalmente as pessoas excetuando-se o pessoal da cota), chato, com violinos, música erudita, trabalho pra caralho, meritocracia, propriedade, fome, risco de ir para o inferno, dor....
E o pior...a eternidade! Ou ao menos uma vida muito prolongada da expectativa que tenho para mim. Imagina, a moça é mãe de uma chata, louca, sem noção e reencarna para cumprir sua missão e ser mãe daquela praga de novo! Fala se isso não é mais angustiante do que simplesmente ver a luz e acabar.
Eu não quero morrer agora, evidente. Mas também não quero durar tanto assim e nem reviver minhas merdas em outra vida. já me basta essa. Me recuso a pensar que as coisas que cruzaram esta vida, também cruzaram outras e continuarão cruzando e atravessando meu samba.
Sinceramente só vejo uma vantagem em toda essa moda espírita: se for verdade, na próxima vida eu não deixo escapar e encaminho mais cedo para o limbão do outro lado.
16.9.10
14.9.10
Por que você veio?
Mas você veio. Me invade inteira. Me contempla. Me inunda. Me faz achar que a vida é boa.
Queria só te fazer o bem que você me faz. Queria também que você lesse isso.
Só escrevo porque tenho certeza absoluta que você não vai ler.
A gente é doido. E doído.
Sentindo, fica pior. E melhor.
Queria só te fazer o bem que você me faz. Queria também que você lesse isso.
Só escrevo porque tenho certeza absoluta que você não vai ler.
A gente é doido. E doído.
Sentindo, fica pior. E melhor.
13.9.10
Hoje é um dia importante!
Hoje penso que comecei a gostar de História quando ela começou a me parecer um jeito de entender o sofrimento. Por que todo mundo sofria tanto? Meu professor contava histórias dele e dos amigos e eles sofriam por causa do mundo. A ditadura, a repressão, a falta de arte e beleza... Parecia mais fácil entender alguém que sabia o motivo de sua tristeza.
Eu também era triste. Muito. Mas não sabia que nomes dar para a minha dor. Fui ficando adolescente e leitora. Aprendi nomes que poderiam justificar uma enorme vontade de não existir. Com aqueles nomes a pontada no peito parecia fazer sentido. Me alimentava. E foram anos e anos...
Um dia esses nomes pararam de fazer sentido. Sim, eles doíam. O mundo dói. Todos sofrem e sempre tem alguém aparentemente mais fudido que a gente. Mas existe aquela que é só nossa. É muita humanidade. Assusta.Difícil assumir.
Por isso hoje me permito esquecer todo mundo. Ando pesquisando a História e identificando processos em outro objeto. Quero entender o processo-estrago que ela fez em mim.
Eu também era triste. Muito. Mas não sabia que nomes dar para a minha dor. Fui ficando adolescente e leitora. Aprendi nomes que poderiam justificar uma enorme vontade de não existir. Com aqueles nomes a pontada no peito parecia fazer sentido. Me alimentava. E foram anos e anos...
Um dia esses nomes pararam de fazer sentido. Sim, eles doíam. O mundo dói. Todos sofrem e sempre tem alguém aparentemente mais fudido que a gente. Mas existe aquela que é só nossa. É muita humanidade. Assusta.Difícil assumir.
Por isso hoje me permito esquecer todo mundo. Ando pesquisando a História e identificando processos em outro objeto. Quero entender o processo-estrago que ela fez em mim.
1.9.10
Adoro participar de momentos históricos!
O Estados Unidos anunciou o fim da invasão do Iraque com o rabinho entre as pernas. Ou "sem anunciar vitória" com disse a globo. Na minha lógica de mundo, se invadiu e não ganhou, perdeu. Simples assim.
E hoje o Curinthia faz 100 anos. Sou corinthiana por parte de pai. Meu avô era do São
Paulo e apesar de imitar o figura em quase tudo, nunca consegui dividir o time. Eu me lembro, é sério. Ver meu pai torcendo parecia muito mais legal. Grito, empolgação, sofrimento. Nasci dramática. O corinthians dialogou perfeitamente com esse meu lado mexicano.
A festa do Anhangabau foi uma das coisas mais emocionantes da minha vida, mesmo que eu tenha assistido tudo pelo telão. Nunca tinha ficado no meio de uma multidão de mais de 100 mil pessoas. Sou caipira. Lá para os meus lados, mil pessoas já é um mundaréu de gente... Apavorei. Comecei a imaginar tragédias. A boiada estourando. Cenário de desgraça anunciada. Comecei a suar e a tentar sair do meio da galera (e vejam leitores, eu não estava beeem no meio... eu nem vi o palco... fiquei perto da saída da Libero Badaró). O mesmo medo de quando quase me afoguei, de que tem algo muito maior do que você. No caso esse algo era só a nação corinthiana.
Sai. Achei um lugar meio longe e tranquilo. Achei até um conhecido. Fiz meu ritual de parabéns na hora da virada. Cantei o hino uma trezentas e noventa vezes aproximadamente. Abracei uma galera. Tudo na mais santa paz. Nada era mais importante que o timão. Uma confraternização de ideário comum que eu nunca tinha visto. Acho que o comício das Diretas Já devia ter um pouco desse clima, de que existe um sentido maior naquele encontro. E esse sentido momentaneamente cria a impressão de que as outras óbvias diferenças não importam. Impressionante. Vi o Biro Biro. O Neto tava mais loco que o Bozo. O Gorducho foi aclamado. O Dentinho também teve sua parte da homenagem. Pena que o Lula não foi. Se ele aparecesse no palco com a camisa do corinthians eu ia chorar. Muito.
Também teve o show do Exaltasamba. Eu adoro esses figuras. O Thiaguinho é lindo. Aê Rá, cantei a música do lêlê com os caras ao vivo rsrs Emocionante!
Mas voltando ao ser caipira e medrosa, nas últimas músicas comecei a planejar a retirada. Fiquei com medo de novo das massas... Acho que fiz bem. Hoje os noticiários falaram sobre o elementar: treta no final com a polícia. E uma menina atropelada e morta. Eu tinha certeza. Foi o maior barril de pólvora que já vi. Se só morreu um saiu barato.
E hoje o Curinthia faz 100 anos. Sou corinthiana por parte de pai. Meu avô era do São
Paulo e apesar de imitar o figura em quase tudo, nunca consegui dividir o time. Eu me lembro, é sério. Ver meu pai torcendo parecia muito mais legal. Grito, empolgação, sofrimento. Nasci dramática. O corinthians dialogou perfeitamente com esse meu lado mexicano.
A festa do Anhangabau foi uma das coisas mais emocionantes da minha vida, mesmo que eu tenha assistido tudo pelo telão. Nunca tinha ficado no meio de uma multidão de mais de 100 mil pessoas. Sou caipira. Lá para os meus lados, mil pessoas já é um mundaréu de gente... Apavorei. Comecei a imaginar tragédias. A boiada estourando. Cenário de desgraça anunciada. Comecei a suar e a tentar sair do meio da galera (e vejam leitores, eu não estava beeem no meio... eu nem vi o palco... fiquei perto da saída da Libero Badaró). O mesmo medo de quando quase me afoguei, de que tem algo muito maior do que você. No caso esse algo era só a nação corinthiana.
Sai. Achei um lugar meio longe e tranquilo. Achei até um conhecido. Fiz meu ritual de parabéns na hora da virada. Cantei o hino uma trezentas e noventa vezes aproximadamente. Abracei uma galera. Tudo na mais santa paz. Nada era mais importante que o timão. Uma confraternização de ideário comum que eu nunca tinha visto. Acho que o comício das Diretas Já devia ter um pouco desse clima, de que existe um sentido maior naquele encontro. E esse sentido momentaneamente cria a impressão de que as outras óbvias diferenças não importam. Impressionante. Vi o Biro Biro. O Neto tava mais loco que o Bozo. O Gorducho foi aclamado. O Dentinho também teve sua parte da homenagem. Pena que o Lula não foi. Se ele aparecesse no palco com a camisa do corinthians eu ia chorar. Muito.
Também teve o show do Exaltasamba. Eu adoro esses figuras. O Thiaguinho é lindo. Aê Rá, cantei a música do lêlê com os caras ao vivo rsrs Emocionante!
Mas voltando ao ser caipira e medrosa, nas últimas músicas comecei a planejar a retirada. Fiquei com medo de novo das massas... Acho que fiz bem. Hoje os noticiários falaram sobre o elementar: treta no final com a polícia. E uma menina atropelada e morta. Eu tinha certeza. Foi o maior barril de pólvora que já vi. Se só morreu um saiu barato.
29.8.10
24.8.10
Vai achando que tá fácil...
Quem mandou ficar otimista? Quando tudo parece mais do que encaixado, tem sempre um desgraçado pra testar sua fé...
Qual é a cor de uma alma nojenta capaz de atirar em uma pessoa indefesa e concentrada, cuja única preocupação naquele momento era não perder o ritmo do surdo?
Qual é a cor de uma alma nojenta capaz de atirar em uma pessoa indefesa e concentrada, cuja única preocupação naquele momento era não perder o ritmo do surdo?
21.8.10
Acho que tô ficando besta...
O otimismo nunca foi o espírito que eu mais admirava. A máxima de que "o otimista é o pessimista mal informado" sempre me fez muito sentido...Depois comecei a assumir que um monte de coisa que eu achava era pura preguiça. Falar que tuuuudo é uma bosta exime de muita coisa e a primeira delas é que te desobriga a querer ser feliz. Parece traição. Como se pode amar uma vida que é tão mal servida?
Pois é... dei de ser otimista. Acho que o mundo está melhorando. Acho que o Serra vai perder a eleição. E acho que São Paulo vai se separar em breve do resto do Brasil e o Uruguai será reincorporado (pode parar de rir agora... brincadeirinha). O Lula vai voltar em 2014 e o Brasil vai ganhar a copa com uma pá de merda dos moleques. A vitória da irreverência contra a ranzinzisse. Ando achando que ter crianças pode ser muito legal. Que está tudo caminhando e achando que tudo bem as campanhas panacas pelo meio ambiente e aquele monte de gente branca comendo orgânico e andando de bicicleta com seus herdeiros intelectuais tem mais é que pregar a diminuição do consumo mesmo. Rico tem que ter consciência ambiental e pagar muito caro por coisas muito baratas. Pobre tem que consumir ( os tiozinho da roça tudo de parabólica... belezinha). Acho mesmo. Tô nem aí pra esses hippie de merda que fica querendo que pobre seja bonitinho e faça o que acha que ele deveria fazer mas não tem cú pra isso. Se empoderar do capitalismo, se entender como parte do jogo - Preto e dinheiro são palavras rivais? Então mostra pra esses cú como é que faz" já dizia filósofo Mano Brow.
Hummm, que mais? Eu sou professorinha que usa jaleco, carrega caixa de giz (aliás, estou louca por uma caixinha com meu nome pirografado, assim nenhum membro da sub categoria que compõe o professorado roubará meu apagador novamente rsrsrsr)e consegue falar no máximo 20 minutos de uma aula de 45. E tenho vontade de proteger meus alunos da truculência da escola. Ganho mal mas também ninguém me enche o saco. Falo de futebol e fazemos discussões fundamentais como por exemplo se o Valdívia é melhor que o Jorge Henrique. Tõ tranquilona...
Enfim... achismos de um sábado de manhã. Tenho até medo de falar em felicidade. Só de falar ela já foi pensada e parece que já diminuiu um pouco. Coisa estranha... Acho que estou é ficando bunda mole. E isso dá um trabalho enorme...
Pois é... dei de ser otimista. Acho que o mundo está melhorando. Acho que o Serra vai perder a eleição. E acho que São Paulo vai se separar em breve do resto do Brasil e o Uruguai será reincorporado (pode parar de rir agora... brincadeirinha). O Lula vai voltar em 2014 e o Brasil vai ganhar a copa com uma pá de merda dos moleques. A vitória da irreverência contra a ranzinzisse. Ando achando que ter crianças pode ser muito legal. Que está tudo caminhando e achando que tudo bem as campanhas panacas pelo meio ambiente e aquele monte de gente branca comendo orgânico e andando de bicicleta com seus herdeiros intelectuais tem mais é que pregar a diminuição do consumo mesmo. Rico tem que ter consciência ambiental e pagar muito caro por coisas muito baratas. Pobre tem que consumir ( os tiozinho da roça tudo de parabólica... belezinha). Acho mesmo. Tô nem aí pra esses hippie de merda que fica querendo que pobre seja bonitinho e faça o que acha que ele deveria fazer mas não tem cú pra isso. Se empoderar do capitalismo, se entender como parte do jogo - Preto e dinheiro são palavras rivais? Então mostra pra esses cú como é que faz" já dizia filósofo Mano Brow.
Hummm, que mais? Eu sou professorinha que usa jaleco, carrega caixa de giz (aliás, estou louca por uma caixinha com meu nome pirografado, assim nenhum membro da sub categoria que compõe o professorado roubará meu apagador novamente rsrsrsr)e consegue falar no máximo 20 minutos de uma aula de 45. E tenho vontade de proteger meus alunos da truculência da escola. Ganho mal mas também ninguém me enche o saco. Falo de futebol e fazemos discussões fundamentais como por exemplo se o Valdívia é melhor que o Jorge Henrique. Tõ tranquilona...
Enfim... achismos de um sábado de manhã. Tenho até medo de falar em felicidade. Só de falar ela já foi pensada e parece que já diminuiu um pouco. Coisa estranha... Acho que estou é ficando bunda mole. E isso dá um trabalho enorme...
11.8.10
Saudade da terrinha...

Um dos projetos para esse ano era ficar mais perto de Piedade. Ando sonhando com minha vó, com as pessoas e lugares da terrinha. Hoje o tempo nublado me deu mais saudade. Fiquei com vontade de fazer pão para acalmar a melancolia. Desisti pensando no frio. Só o pão de mãos mais sábias que a minha crescem no frio. Lembrei da Vila Élvio, onde minha mãe nasceu. É uma vila operária no meio do nada. Sempre falo dela. Em dias com hoje, a vila é fria e mal se pode ver a Igreja no alto de tanta neblina... Frio, bonito e aconchegante. A mãe de consideração da minha mãe mora lá. Dona Ana. Italiana da gema. Capaz de fazer o pão crescer em qualquer temperatura. Está velhinha e logo vai embora também. Preciso ir até lá e passar uma tarde ouvindo suas histórias... Saudade. Só saudade do frio acalorado que às vezes me falta tanto aqui na Babilônia.
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