Que sou professora.. Baaahhh! Coisa sem graça quando se sonha o que se é. Não gosto de sonho com cara de realidade...
Ontem passei o dia falando da redemocratização, do Sarney e o escambau. Desmaiei de tão cansada com a certeza que minha cabeça só voltaria no dia seguinte. Engano. Trabalhou a noite inteira. Discutiu planos econômicos, viveu com uma inflação de 224% na sombra, foi fiscal do Sarney, comprou coisas com ágio, lutou contra a carestia ao lado de outros professores...
Acordei mais cansada do que dormi. Com a cabeça tão acelerada que só me resta escrever qualquer coisa.
E ainda por cima, tive um medo danado de acordar e encontrar uma nota de 100 cruzados na mesa da minha sala... Acho que preciso de férias...
18.11.09
7.11.09
Podem me chamar de pelega, mas...
ABAIXO A TIRANIA FEMININA!
O mundo, as relações, o sexo... Nada vai ser fácil enquanto as mulheres continuarem a achar que o problema do mundo é a simples e ontológica opressão do macho... É a existência do homem em si. Acho que nessa linha, tudo só tende a ficar mais e mais complicado e dolorido. Por isso o meu apelo: Por favor minas, deixem os homens continuarem sendo homens, por favor! Eu gosto muito deles e não admito, não concebo, um mundo sem homens. Ou a existência medíocre de seres cabisbaixos oprimidos pela vingança de gênero. Dignidade para todos! Até para os homens rsrsrs...
4.11.09
É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar....
Vim de longe vou mais longe, quem tem fé vai me esperar
Escrevendo numa conta pra junto a gente cobrar
No dia que já vem vindo
Que esse mundo vai virar
Noite e dia vem de longe
Branco e preto a trabalhar e o dono senhor de tudo
Sentado mandando dar e a gente fazendo conta
Pro dia que vai chegar
Marinheiro, marinheiro quero ver você no mar
Eu também sou marinheiro eu também sei governar
Madeira de dar em doido vai descer até quebrar
É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar
29.10.09
26.10.09
Quando os dois dizem sim....
Nesse dias aí pela vida, casei mais uma amiga. Truta do coração e de adolescência. Daquelas que não dá para relembrar o filme da sua vida sem que ela apareça por anos.Fiz tudo (mais ou menos) certinho: vestido e sapato de saltinho como da Dona Baratinha, Igreja, padre... e quase chorei. Não chorei porque todo mundo estava agitado demais. Não tinha clima ali do nosso lado da Igreja. Ninguém religioso, ninguém que acredita que é mesmo para sempre. Risinhos generalizados quando o padre diz: O que Deus uniu, o homem não separa. Sem contar uma madrinha que chegou no meio do casório esbaforida( aê nega, se você ler isso aqui, saiba que se você fizer isso no meu casamento, eu te mato!Mas fica tranquila porque a chances de que eu me case na Igreja são muito próximas das possibilidades de pacificação do Rio de Janeiro).
Chegamos ao momento do casório em que a ameaça dita e repetida por anos poderia se realizar, no contexto que imaginamos juntos por muito tempo. O fato é que nosso coletivo de amigos nunca foi fonte de admiração para o noivo. Digamos que nossa conduta não agradava o namorado, e agora marido, da amiga. Dizíamos que, caso ela se casasse com ele, faríamos uma intervenção para impedir o casamento quando o padre perguntasse: Se alguém se opõe a essa união, fale agora ou cale-se para sempre. Único instante em que a ameaça coletiva repetida por anos poderia acontecer. Realmente especial... Todos se olharam, a noiva um pouco angustiada, com medo de que a adolescência pudesse voltar e virar de novo verdade....
Claro que ninguém fez nada. A ameaça só fazia sentido nas tardes que passamos enfurnados bebendo cerveja com uma névoa espessa de fumaça no quarto da noiva. Só fazia sentido quando casar seria a desgraça das desgraças... Agora é bonito.
Quase chorei. A vida andando me emociona. Coisas remotas e que pareciam absurdas se realizam. A mina podrona vestida de noiva e de braços dados com o pai.
Fiquei com a sensação de que um dia vou acordar e estarei visitando os netos dos meus amigos...
Ou quem sabe os meus...
Chegamos ao momento do casório em que a ameaça dita e repetida por anos poderia se realizar, no contexto que imaginamos juntos por muito tempo. O fato é que nosso coletivo de amigos nunca foi fonte de admiração para o noivo. Digamos que nossa conduta não agradava o namorado, e agora marido, da amiga. Dizíamos que, caso ela se casasse com ele, faríamos uma intervenção para impedir o casamento quando o padre perguntasse: Se alguém se opõe a essa união, fale agora ou cale-se para sempre. Único instante em que a ameaça coletiva repetida por anos poderia acontecer. Realmente especial... Todos se olharam, a noiva um pouco angustiada, com medo de que a adolescência pudesse voltar e virar de novo verdade....
Claro que ninguém fez nada. A ameaça só fazia sentido nas tardes que passamos enfurnados bebendo cerveja com uma névoa espessa de fumaça no quarto da noiva. Só fazia sentido quando casar seria a desgraça das desgraças... Agora é bonito.
Quase chorei. A vida andando me emociona. Coisas remotas e que pareciam absurdas se realizam. A mina podrona vestida de noiva e de braços dados com o pai.
Fiquei com a sensação de que um dia vou acordar e estarei visitando os netos dos meus amigos...
Ou quem sabe os meus...
19.10.09
Babilônia 1000 grau!
Na Babilônia o tempo é esse: você sai de casa disposta a ter um dia absolutamente corriqueiro, medíocre e normal e eis que um motoqueiro quase te atropela na calçada para levar sua bolsa. Vale dizer que na terrinha quando alguém é assaltado, e não meramente furtado, vira notícia do jornaleco local. Aqui, a rapazeada nem olhou para o lado. Por um momento eu estava longe de casa sem nada, a não ser o bilhete único que ficou no bolso. Poder voltar para casa já é um adianto.
Eu andava distraída. Tinha um moço na cabeça. Devia estar com um ar de lesa, olhando para o céu tentando enxergar alguma coisa para além do concreto e vupt... o motoqueiro malandrão leva tudo. Meu lenço, meu documento e a porra de um livro que tinha me dado um certo trabalho para achar. Minha carteira. Eu não tinha um centavo, um cigarro ou a cara de pau suficiente para serrar o Belmont do velhinho na porta do bar. Fodam-se os documentos.Quem precisa de documento quando se está em São Paulo? Documento não é nada. O importante é o dinheiro. Queria meus cartões de banco e não minha identidade!?!?
Sem cidadania e sem celular. Levaram e nem me deixaram negociar o chip. Previsão: passar alguns dias sem telefone meditando e buscando o caminho do desprendimento. Ninguém me ligará. Eu só posso ligar para os poucos números que minha pequena memória armazenou. Nenhuma surpresa. Nenhum dos recadinhos que vinham perturbando minha paz e meu coraçãozinho.A agenda que acumulou histórias se foi. Nenhum número com marcas de lágrimas.
Na carteira, excepcionalmente, tinha um dinheiro que uma parceira tinha me entregado um dia antes. Saldo final: Setenta e cinco reais a menos, alguns números de telefones que já deviam ter ido embora e agora forçosamente foram e uma deliciosa sensação de relembrar a tranqüilidade que o mundo pós celular tirou da humanidade.
Francamente foi de graça.
Eu andava distraída. Tinha um moço na cabeça. Devia estar com um ar de lesa, olhando para o céu tentando enxergar alguma coisa para além do concreto e vupt... o motoqueiro malandrão leva tudo. Meu lenço, meu documento e a porra de um livro que tinha me dado um certo trabalho para achar. Minha carteira. Eu não tinha um centavo, um cigarro ou a cara de pau suficiente para serrar o Belmont do velhinho na porta do bar. Fodam-se os documentos.Quem precisa de documento quando se está em São Paulo? Documento não é nada. O importante é o dinheiro. Queria meus cartões de banco e não minha identidade!?!?
Sem cidadania e sem celular. Levaram e nem me deixaram negociar o chip. Previsão: passar alguns dias sem telefone meditando e buscando o caminho do desprendimento. Ninguém me ligará. Eu só posso ligar para os poucos números que minha pequena memória armazenou. Nenhuma surpresa. Nenhum dos recadinhos que vinham perturbando minha paz e meu coraçãozinho.A agenda que acumulou histórias se foi. Nenhum número com marcas de lágrimas.
Na carteira, excepcionalmente, tinha um dinheiro que uma parceira tinha me entregado um dia antes. Saldo final: Setenta e cinco reais a menos, alguns números de telefones que já deviam ter ido embora e agora forçosamente foram e uma deliciosa sensação de relembrar a tranqüilidade que o mundo pós celular tirou da humanidade.
Francamente foi de graça.
14.10.09
Samba enredo "Paletó Vermeio 2010!"
Samba novo, fresquinho, saindo do forno... Com todas as histórias que cresci ouvindo do meu avô e que me dão uma vontade enorme de um dia ser uma vovozinha rodeada de netinhos...

Quem quiser ouvir, basta clicar no título do post...
NO MATO (Zeca da Silva – Dédo Thenório)
(Compassado)
Bate, bate, bate no Tambor
Bate que é pra machucar
Esquindô lelê
Vem chegando o Boitatá!
(Dobrado)
[ Bate, bate no tambor
[ Mas Bate que é pra machucar
[ Esquindô esquindôlelê
[ Vem chegando o Boitatá!
Ai, pé-de-pato
Mangalô três vez
Bate na madeira
É o Paletó outra vez
Não faço pouco
Não quebro espelho
Eu sou é louco
Pelo Paletó Vermeio
Galho de arruda
Pé-de-coelho
Ninguém me muda
Eu sou é Paletó Vermeio
(Ŝ)
No mato tem um mundo que é demais
Índio com os pés pra trás
E o negrinho de um pé só
A mula-sem-cabeça em lua cheia
Tem a cuca e o Coisa-feia
Habitando os cafundó
No mato
Ô ô ô ô no mato
Tem entidades que a cidade nunca viu
O Lobisomem
Dá calafrio
Mãe-d’água chama pra
Dentro do rio
A Preta Véia me diz: “Meu fio
São esses os encantos do nosso Brasil!”
Meu pai sempre me dizia
O que aprendeu com minha avó
Quem brincar muito com fogo
Mija à noite no lençol
Ferradura, trevo, figa,
Patuá, berenguendém
Meu pai sempre me dizia
E hoje eu repito também (Ø)
1.⌐ No mato... (dal Ŝ al Ø)
[ 2.⌐Bate, no tambor
[ Mas Bate que é pra machucar
[ Esquindô esquindôlelê
[ Vem chegando o Boitatá!
Ai, pé-de-pato
Mangalô três vez
Bate na madeira
É o Paletó outra vez (bis)
Não faço pouco
Não quebro espelho
Eu sou é louco
Pelo Paletó Vermeio
Galho de arruda
Pé-de-coelho
Ninguém me muda
Eu sou é Paletó Vermeio
Quem quiser ouvir, basta clicar no título do post...
NO MATO (Zeca da Silva – Dédo Thenório)
(Compassado)
Bate, bate, bate no Tambor
Bate que é pra machucar
Esquindô lelê
Vem chegando o Boitatá!
(Dobrado)
[ Bate, bate no tambor
[ Mas Bate que é pra machucar
[ Esquindô esquindôlelê
[ Vem chegando o Boitatá!
Ai, pé-de-pato
Mangalô três vez
Bate na madeira
É o Paletó outra vez
Não faço pouco
Não quebro espelho
Eu sou é louco
Pelo Paletó Vermeio
Galho de arruda
Pé-de-coelho
Ninguém me muda
Eu sou é Paletó Vermeio
(Ŝ)
No mato tem um mundo que é demais
Índio com os pés pra trás
E o negrinho de um pé só
A mula-sem-cabeça em lua cheia
Tem a cuca e o Coisa-feia
Habitando os cafundó
No mato
Ô ô ô ô no mato
Tem entidades que a cidade nunca viu
O Lobisomem
Dá calafrio
Mãe-d’água chama pra
Dentro do rio
A Preta Véia me diz: “Meu fio
São esses os encantos do nosso Brasil!”
Meu pai sempre me dizia
O que aprendeu com minha avó
Quem brincar muito com fogo
Mija à noite no lençol
Ferradura, trevo, figa,
Patuá, berenguendém
Meu pai sempre me dizia
E hoje eu repito também (Ø)
1.⌐ No mato... (dal Ŝ al Ø)
[ 2.⌐Bate, no tambor
[ Mas Bate que é pra machucar
[ Esquindô esquindôlelê
[ Vem chegando o Boitatá!
Ai, pé-de-pato
Mangalô três vez
Bate na madeira
É o Paletó outra vez (bis)
Não faço pouco
Não quebro espelho
Eu sou é louco
Pelo Paletó Vermeio
Galho de arruda
Pé-de-coelho
Ninguém me muda
Eu sou é Paletó Vermeio
2.10.09
É hoje...
Hoje vamos eleger o nome do glorioso bloco da Santa Cecília que vai pintar e bordar no carnaval 2010. Adoro uma eleição, aquele clima de boca de urna, a curiosidade atiçada.
Ainda não decidi o nome de minha preferência... Estou entre o "Não largo da Santa" e "Filhos da Santa". Os dois trocadilhos são bons...
Enfim, apareçam doze amigos que de vez em quando passam por esse blog. Quer dizer, seis, porque os outros seis já estão mais do que sabendo...
Na primeira vez que o nome "Filhos da Santa" apareceu na mesa do bar, saiu um bordão meio bestinha... Segue aí não pela qualidade, mas para lembrar que só faltam aproximadamente dois meses e meio para as férias e portanto uns quatro para o carnaval. Não desanimaremos! rsrsrs
"Somos os filhos da santa.
Santa Cecília é a nossa rainha.
Cantando e levando a vida
No Carnaval o Largo é a nossa avenida!"
Ainda não decidi o nome de minha preferência... Estou entre o "Não largo da Santa" e "Filhos da Santa". Os dois trocadilhos são bons...
Enfim, apareçam doze amigos que de vez em quando passam por esse blog. Quer dizer, seis, porque os outros seis já estão mais do que sabendo...
Na primeira vez que o nome "Filhos da Santa" apareceu na mesa do bar, saiu um bordão meio bestinha... Segue aí não pela qualidade, mas para lembrar que só faltam aproximadamente dois meses e meio para as férias e portanto uns quatro para o carnaval. Não desanimaremos! rsrsrs
"Somos os filhos da santa.
Santa Cecília é a nossa rainha.
Cantando e levando a vida
No Carnaval o Largo é a nossa avenida!"
28.9.09
Olhos de passagem...
Dei o sinal para descer do ônibus. Trânsito. Chuva. E um ônibus emparelhado junto ao que eu estava. Levantei a cabeça para fora querendo não ver nada... mas encontrei aqueles olhos. No outro ônibus, esse sim lotado. Olhos tão vivos que destoavam dos restos de seres humanos pendurados no ônibus se arrastando para casa. Só ele parecia vivo. Só seu olhar me trazia qualquer grandeza, qualquer alma ou humanidade. E me olhava sério, direto e reto. Desvio o olhar. Não aguento e volto a procurá-lo. Continua lá, mais firme,mais incisivo. Parecia brincar com meu constrangimento. Não queria mais olhar... e olhava. Não queria que fossem tão bonitos, que ficassem tão claros contra a luz, que me interrogassem tanto. Mas queria que durassem para sempre. Sobre mim. Nua para aquele olhar em pleno 875-C Lapa.
O sinal abriu. O ônibus dele acelerou. 575M-10. Foi me abandonando como quem parte numa expedição para o novo mundo... Perdeu-se de mim. Olhos que se perderam no anonimato da cidade. Que eu nunca mais verei, mas que me acompanharam por todo o resto da noite, madrugada e sonhos adentro...
O sinal abriu. O ônibus dele acelerou. 575M-10. Foi me abandonando como quem parte numa expedição para o novo mundo... Perdeu-se de mim. Olhos que se perderam no anonimato da cidade. Que eu nunca mais verei, mas que me acompanharam por todo o resto da noite, madrugada e sonhos adentro...
23.9.09
EXTRA! EXTRA!
COMUNISTAS DA AMÉRICA LATINA INVENTAM O TELETRANSPORTE!

"O Brasil não sabia dos meus planos. Tomei a decisão de vir direto à embaixada por uma questão de estratégia, uma posição de reserva, para que o plano não corresse risco", disse Zelaya à Folha.
Único diplomata brasileiro em Honduras, o ministro-conselheiro Francisco Catunda Resende confirma que foi tudo de surpresa e diz que o primeiro contato com a embaixada foi feito pela deputada Gloria Oqueli, presidente do Parlamento Centro-Americano.
"Ela bateu aqui com a história de que a mulher do presidente [Xiomara de Zelaya] tinha um assunto urgente para tratar", relatou Catunda à Folha, também por celular.

"O Brasil não sabia dos meus planos. Tomei a decisão de vir direto à embaixada por uma questão de estratégia, uma posição de reserva, para que o plano não corresse risco", disse Zelaya à Folha.
Único diplomata brasileiro em Honduras, o ministro-conselheiro Francisco Catunda Resende confirma que foi tudo de surpresa e diz que o primeiro contato com a embaixada foi feito pela deputada Gloria Oqueli, presidente do Parlamento Centro-Americano.
"Ela bateu aqui com a história de que a mulher do presidente [Xiomara de Zelaya] tinha um assunto urgente para tratar", relatou Catunda à Folha, também por celular.
16.9.09
Pra frentão... sei.
Naqueles dias vida de operário completa, não pode mesmo faltar a novela no fim do dia. É impressionante como ela cabe perfeitamente: dia corrido, pensando em tudo o tempo todo, cansada, comendo alguma porcaria e deixando que o autor da novela pense pela gente. Chega da nossa vida! Ela está um saco hoje! E dá-lhe assistir a saga da vida dos outros...
Ontem assisti novela. Ontem lembrei quem era o canalha do Manoel Carlos. E além dos dramas da elite carioca, o que mais me deixa puta é ele pegar músicas que eu gosto e colocar na abertura da novela. Vira associação direta, essa é a função. Escuta-se a música e o que vem na cabeça é a novela. Droga, bem o Vinicius... Tudo bem que bossa nova e novela das oito tem uma certa proximidade mesmo. Mas mesmo assim, para mim estragou mais um música...
Segue a dita cuja. Vou registrá-la antes que ela deixe de ser uma lembrança da adolescência e vire definitivamente o tema da novela bunda das oito. Com negros ou sem negros como protagonistas, Manoel Carlos segue como um dos maiores e mais influentes reacionários do horário nobre da televisão brasileira.
Sei lá a vida tem sempre razão
Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.
Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.
A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.
De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.
Ontem assisti novela. Ontem lembrei quem era o canalha do Manoel Carlos. E além dos dramas da elite carioca, o que mais me deixa puta é ele pegar músicas que eu gosto e colocar na abertura da novela. Vira associação direta, essa é a função. Escuta-se a música e o que vem na cabeça é a novela. Droga, bem o Vinicius... Tudo bem que bossa nova e novela das oito tem uma certa proximidade mesmo. Mas mesmo assim, para mim estragou mais um música...
Segue a dita cuja. Vou registrá-la antes que ela deixe de ser uma lembrança da adolescência e vire definitivamente o tema da novela bunda das oito. Com negros ou sem negros como protagonistas, Manoel Carlos segue como um dos maiores e mais influentes reacionários do horário nobre da televisão brasileira.
Sei lá a vida tem sempre razão
Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.
Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.
A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.
De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.
14.9.09
O samba e o centrão...
Ou, as bizarrices da pós-modernidade...
Prefiro milhões de vezes ouvir o grande "Revelação" emocionando as massas no Largo da Santa do que ver Cartola sendo cantado lindamente no Bar Brahma para um bando de babacas que acham que samba é a música ambiente do lugar, para compor um clima bem brasileiro, sabe?
As pérolas do Cartola sendo tratadas como música de churrascaria é demais para o meu coraçãozinho....
Prefiro milhões de vezes ouvir o grande "Revelação" emocionando as massas no Largo da Santa do que ver Cartola sendo cantado lindamente no Bar Brahma para um bando de babacas que acham que samba é a música ambiente do lugar, para compor um clima bem brasileiro, sabe?
As pérolas do Cartola sendo tratadas como música de churrascaria é demais para o meu coraçãozinho....
9.9.09
Os trutinhas....
Amar um músico é uma experiência que realmente vale a pena. Um verdadeiro exercício de desprendimento. Comigo não funcionou muito mas sempre vale a tentativa. O caso é que eles sempre estão pelo mundo e nem sempre se quer ou se pode acompanhar a pegada. Quantos dias especiais eles não podem estar. Noites importantes em que chegam tarde demais...Moças em cima dos músicos... Acontece, mas é sofrido... Nuca fui boa de desapego.
Lembrei disso porque fui ver o vídeo dos meus alunos no sarau da escola. Cantaram de um jeito tão lindo, tão eles... Uns mais perdidos que cupim em metalúrgica...
Cantaram a música que meu mocinho cantava pra mim quando ia sair de viagem para tocar em algum lugar um pouco mais longe...
"E se quiser recordar, daquele nosso namoro. Quando eu ia viajar, você caia no choro. E eu chorando pela estrada, mas o que eu posso fazer. Trabalhar é minha sina, eu gosto mesmo é docê..."
Pensei nele, nos exercícios constantes de desapego. Pela primeira vez me passou pela cabeça como vai ser triste o ano que vem quando eu tiver que praticar o desapego com meus alunos. Vou entrar na sala e eles não vão estar mais lá...
Paciência. É só a vida.
Lembrei disso porque fui ver o vídeo dos meus alunos no sarau da escola. Cantaram de um jeito tão lindo, tão eles... Uns mais perdidos que cupim em metalúrgica...
Cantaram a música que meu mocinho cantava pra mim quando ia sair de viagem para tocar em algum lugar um pouco mais longe...
"E se quiser recordar, daquele nosso namoro. Quando eu ia viajar, você caia no choro. E eu chorando pela estrada, mas o que eu posso fazer. Trabalhar é minha sina, eu gosto mesmo é docê..."
Pensei nele, nos exercícios constantes de desapego. Pela primeira vez me passou pela cabeça como vai ser triste o ano que vem quando eu tiver que praticar o desapego com meus alunos. Vou entrar na sala e eles não vão estar mais lá...
Paciência. É só a vida.
7.9.09
Ainda sobre a solidão...
... e a sempre busca por sentir-se parte de um todo maior que á a humanidade... Ou simplesmente, ser junto e misturado...
Poucas coisas continuam me chocando. Tenho sido cada vez mais blasé diante de certas coisas... Essa madrugada apedrejaram um viatura de polícia em Piedade city... E daí?
Porém, admito que outras pequenas coisas me deixam meio surtada... Por exemplo quando você fica sabendo, por mensagem escrita via net claro, que uma amiga só se relaciona há muito tempo via internet... Namora pela internet, faz amigos, trabalha, conta detalhes de sua intimidade via rede...Eu também sou modernoza... tenho blog, crio aulas em power point, adoro um orkut(principalmente as comunidades)... sei até baixar música na internet... Sou praticamente uma moça do meu tempo e continuo me assombrando como os rumos virtuais em que pouco a pouco, gostando ou não, vamos nos enfiando.
Nesse blog, devem existir alguns posts falando de solidão... solidão filosófica-abstrata, solidão condição humana, solidão circunstancial, solidão concreta... solidão viagem, solidão abandono...solidão de amor, solidão com sexo ou com limão...
Falo bastante disso no mundo virtual e curo minhas dores na realidade. Busco pessoas, repenso,faço terapia, caminhada, caio no samba, arranjo um namoradinho...sei lá. Se viro...
O lance que me assusta não é que muita gente se sinta sozinho. Mas que muita gente busque soluções no que poderia ser apontado como uma das causas, na origem da própria solidão que é o isolamento master dos indivíduos no seu mundinho babaca virtual. Não existe até um negócio em que vc inventa a vida que queria ter? E mesmo no orkut mais simplório é impressionante como a vida de todo mundo parece muuuiiitttooo legal... São resumos dos grandes momentos para que os outros se encantem com sua vitrine virtual.
Bom, mas o legal e o motivo desse post é a parte boa dessa interação...Colocar sentimentos, textos, ideías e com isso, acabar se relacionando em redes com estranhos completos ou amigos dos amigos dos amigos....
Estava olhando um texto de uns dias atrás... Falava de solidão filosófica e muita gente próxima de verdade achou que eu estava quase cortando os pulsos. Escrevi serena, pensando sobre a sociedade da qual sou parte. Isso me autoriza a escrever em primeira pessoa sem estar falando estritamente de coisas que me acontecem. É um diário e não é. As mensagens são truncadas. Falo de mim... mas também não falo. Todos que entram aqui sabem quando estou apaixonada, mas como já me apaixonei algumas vezes, só quem convive comigo sabe a profundidade disso... E tudo isso apenas para dizer que achei um comentário nesse post, de um estranho (mas agora já conheço seu blog, rsrs)e que dialogou perfeitamente com o que eu queria pensar...
Gostei do "solidão concreta", bem marxista! Fala mais sobre re-conhecer-se (conhecer a si mesmo nos olhos do outro, dos outros). Não mais nos reconhecemos por algumas razões:1.nós mudamos; 2.os outros mudam e 3.não sabemos pra onde estamos mudando pois tudo parece "igual mas diferente". Até agora, os capitalistas se dedicam apenas a transformar o mundo e os filósofos já se esqueceram de interpretá-lo.
Me fez bem ler isso nesse momento. Enquanto o mundo concreto está fazendo com que eu me sinta meio mal compreendida, o estranho pegou na mosca. Não sei em qual alternativa eu me colocaria... talvez em todas.
O meu mundinho mudou e talvez eu não me reconheça com tanta facilidade... eu mudei... tudo anda mudando... E agora tenho um filósofo virtual que não esqueceu de interpretar o mundo... Espero que ele sempre apareça e me console nessa tarefa árdua que é entender um pouco mais a existência nessa terra de meu deus...
Poucas coisas continuam me chocando. Tenho sido cada vez mais blasé diante de certas coisas... Essa madrugada apedrejaram um viatura de polícia em Piedade city... E daí?
Porém, admito que outras pequenas coisas me deixam meio surtada... Por exemplo quando você fica sabendo, por mensagem escrita via net claro, que uma amiga só se relaciona há muito tempo via internet... Namora pela internet, faz amigos, trabalha, conta detalhes de sua intimidade via rede...Eu também sou modernoza... tenho blog, crio aulas em power point, adoro um orkut(principalmente as comunidades)... sei até baixar música na internet... Sou praticamente uma moça do meu tempo e continuo me assombrando como os rumos virtuais em que pouco a pouco, gostando ou não, vamos nos enfiando.
Nesse blog, devem existir alguns posts falando de solidão... solidão filosófica-abstrata, solidão condição humana, solidão circunstancial, solidão concreta... solidão viagem, solidão abandono...solidão de amor, solidão com sexo ou com limão...
Falo bastante disso no mundo virtual e curo minhas dores na realidade. Busco pessoas, repenso,faço terapia, caminhada, caio no samba, arranjo um namoradinho...sei lá. Se viro...
O lance que me assusta não é que muita gente se sinta sozinho. Mas que muita gente busque soluções no que poderia ser apontado como uma das causas, na origem da própria solidão que é o isolamento master dos indivíduos no seu mundinho babaca virtual. Não existe até um negócio em que vc inventa a vida que queria ter? E mesmo no orkut mais simplório é impressionante como a vida de todo mundo parece muuuiiitttooo legal... São resumos dos grandes momentos para que os outros se encantem com sua vitrine virtual.
Bom, mas o legal e o motivo desse post é a parte boa dessa interação...Colocar sentimentos, textos, ideías e com isso, acabar se relacionando em redes com estranhos completos ou amigos dos amigos dos amigos....
Estava olhando um texto de uns dias atrás... Falava de solidão filosófica e muita gente próxima de verdade achou que eu estava quase cortando os pulsos. Escrevi serena, pensando sobre a sociedade da qual sou parte. Isso me autoriza a escrever em primeira pessoa sem estar falando estritamente de coisas que me acontecem. É um diário e não é. As mensagens são truncadas. Falo de mim... mas também não falo. Todos que entram aqui sabem quando estou apaixonada, mas como já me apaixonei algumas vezes, só quem convive comigo sabe a profundidade disso... E tudo isso apenas para dizer que achei um comentário nesse post, de um estranho (mas agora já conheço seu blog, rsrs)e que dialogou perfeitamente com o que eu queria pensar...
Gostei do "solidão concreta", bem marxista! Fala mais sobre re-conhecer-se (conhecer a si mesmo nos olhos do outro, dos outros). Não mais nos reconhecemos por algumas razões:1.nós mudamos; 2.os outros mudam e 3.não sabemos pra onde estamos mudando pois tudo parece "igual mas diferente". Até agora, os capitalistas se dedicam apenas a transformar o mundo e os filósofos já se esqueceram de interpretá-lo.
Me fez bem ler isso nesse momento. Enquanto o mundo concreto está fazendo com que eu me sinta meio mal compreendida, o estranho pegou na mosca. Não sei em qual alternativa eu me colocaria... talvez em todas.
O meu mundinho mudou e talvez eu não me reconheça com tanta facilidade... eu mudei... tudo anda mudando... E agora tenho um filósofo virtual que não esqueceu de interpretar o mundo... Espero que ele sempre apareça e me console nessa tarefa árdua que é entender um pouco mais a existência nessa terra de meu deus...
2.9.09
Ei, puliça, vai toma no cú!

Perigoso morador de Canudos. Mais um fanático monarquista que ameaça a República

Protestos em Heliopólis
Cestas básicas
Nesta quarta-feira, em entrevista coletiva, a polícia informou que os cerca de 600 manifestantes que participaram do protesto contra a morte da estudante Ana Cristina de Macedo, de 17 anos, foram convidados a participar do ato por meio de um panfleto que prometia uma cesta básica a quem se juntasse ao grupo.
1.9.09
Salve Bandeira!
Minha grande ternura
Minha grande ternura
Pelos passarinhos mortos;
Pelas pequeninas aranhas.
Minha grande ternura
Pelas mulheres que foram meninas bonitas
E ficaram mulheres feias;
Pelas mulheres que foram desejáveis
E deixaram de o ser.
Pelas mulheres que me amaram
E que eu não pude amar.
Minha grande ternura
Pelos poemas que
Não consegui realizar.
Minha grande ternura
Pelas amadas que
Envelheceram sem maldade.
Minha grande ternura
Pelas gotas de orvalho que
São o único enfeite de um túmulo.
- Manuel Bandeira -
Minha grande ternura para o estranho mistério diário que é a vida, feia ou bonita.
Amanhã quem sabe de onde a beleza surge. A de hoje é só a de hoje.
Minha grande ternura
Pelos passarinhos mortos;
Pelas pequeninas aranhas.
Minha grande ternura
Pelas mulheres que foram meninas bonitas
E ficaram mulheres feias;
Pelas mulheres que foram desejáveis
E deixaram de o ser.
Pelas mulheres que me amaram
E que eu não pude amar.
Minha grande ternura
Pelos poemas que
Não consegui realizar.
Minha grande ternura
Pelas amadas que
Envelheceram sem maldade.
Minha grande ternura
Pelas gotas de orvalho que
São o único enfeite de um túmulo.
- Manuel Bandeira -
Minha grande ternura para o estranho mistério diário que é a vida, feia ou bonita.
Amanhã quem sabe de onde a beleza surge. A de hoje é só a de hoje.
29.8.09
É só mais um dia...
Um dia ela acordou e, sozinha, resolveu andar pela rua meio sem propósito nenhum. Surpreendeu-se ao perceber que não conhecia o novo porteiro. Devia ter começado naquele dia porque sua vida absolutamente irregular lhe permitia conhecer os funcionários de todos os turnos. Entrou na padaria e também nenhum dos funcionários fazia parte do grupo antigo. O que teria acontecido? Demitidos em massa? Serviçais, educados, baratinhos e que conheciam todo mundo por que estavam fazendo a mesma coisa de suas vidas há muito tempo. Na banca o senhor sem braço não estava. Na rua, nenhuma das crianças que estavam aqui ontem estava ali hoje. São todas novas. Como novas são as atendentes do supermercado. E o chinês?Onde está a família toda? Quem são esses chineses que agora ocupam o lugar se comportando praticamente da mesma forma, como seres sem subjetividade que tantas vezes parecem ser?
Começava a estranhar. Algo não fazia sentido. Pensou em um lugar onde com certeza encontraria pessoas conhecidas. Correu para o bar e não encontrou ninguém. Chegou no seu trabalho e tudo continuava da mesma forma, mas com pessoas absolutamente estranhas subitamente tomada por um ar de quem é você. Como se um elemento estranho adentrasse o solo sagrado dos medíocres seres que, constantemente inferiorizados pelo mundo, precisam se sentir especial em alguma coisa ou lugar. Saiu e correu até o restaurante em que jantava todos os dias. Ninguém. Nem mesmo o dono, um velhinho que provavelmente sairia do balcão para o cemitério. Bateu na casa de conhecidos e outras pessoas atenderam, respondendo sempre não saber de quem ela perguntava. O seu Antônio, morador de rua. Sim. Aquele velhinho que fica na esquina desde sempre. Ele não pode ter saído dali. Se tivesse lugar melhor para ficar já teria ido. Ele que não escolhe nada. Ele que não é nada, só uma parte da paisagem urbana. Ele que é, no máximo, um tema de pesquisa acadêmica. Ele não pode ter procurado outra vida. Ele está no lugar de sempre. Corre até lá e no lugar de seu Antônio... um outro Antônio igual mas diferente.
Depois de muita insistência e busca, entendeu que não conhecia mais ninguém no mundo e que ninguém a conhecia. Não se tratava do que ela preferia, mas de como as coisas eram. Não se tratava de sensação, mas da solidão concreta.
Sentiu uma tristeza que parecia ser de outros tempos. Como se aquilo o que estava acontecendo na verdade não fosse novidade nenhuma. Apenas havia se cristalizado na realidade o que sempre foi. Ela apenas chegava à condição primordial e última do ser humano: ser sozinho.Percebeu que, no fundo, nada havia mudado.Entendendo isso, se tranquilizou e continuou a viver.
Começava a estranhar. Algo não fazia sentido. Pensou em um lugar onde com certeza encontraria pessoas conhecidas. Correu para o bar e não encontrou ninguém. Chegou no seu trabalho e tudo continuava da mesma forma, mas com pessoas absolutamente estranhas subitamente tomada por um ar de quem é você. Como se um elemento estranho adentrasse o solo sagrado dos medíocres seres que, constantemente inferiorizados pelo mundo, precisam se sentir especial em alguma coisa ou lugar. Saiu e correu até o restaurante em que jantava todos os dias. Ninguém. Nem mesmo o dono, um velhinho que provavelmente sairia do balcão para o cemitério. Bateu na casa de conhecidos e outras pessoas atenderam, respondendo sempre não saber de quem ela perguntava. O seu Antônio, morador de rua. Sim. Aquele velhinho que fica na esquina desde sempre. Ele não pode ter saído dali. Se tivesse lugar melhor para ficar já teria ido. Ele que não escolhe nada. Ele que não é nada, só uma parte da paisagem urbana. Ele que é, no máximo, um tema de pesquisa acadêmica. Ele não pode ter procurado outra vida. Ele está no lugar de sempre. Corre até lá e no lugar de seu Antônio... um outro Antônio igual mas diferente.
Depois de muita insistência e busca, entendeu que não conhecia mais ninguém no mundo e que ninguém a conhecia. Não se tratava do que ela preferia, mas de como as coisas eram. Não se tratava de sensação, mas da solidão concreta.
Sentiu uma tristeza que parecia ser de outros tempos. Como se aquilo o que estava acontecendo na verdade não fosse novidade nenhuma. Apenas havia se cristalizado na realidade o que sempre foi. Ela apenas chegava à condição primordial e última do ser humano: ser sozinho.Percebeu que, no fundo, nada havia mudado.Entendendo isso, se tranquilizou e continuou a viver.
28.8.09
Um brinde à loucura que é existir...
"E tem o seguinte, meus senhores: não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. Pelo contrario: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda"
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
23.8.09
Olha que bonitinho...
Mais uma do parceiro de vida e profissão Barão do Pirapora. O melhor é o sotaque de Piedade na Amazônia.
Episódio da Amazônia Biodivertida destacando a desventura do Imperador Palpatine ao cair na Amazônia depois do ataque rebelde, Ele tem uma "peia" ao tomar o Santo Daime. A Peia é uma reação que se dá ao tomar o daime, quando a pessoa tem alguma maldade ou energia negativa, o processo de purificação da alma é sofrido. O Episódio conta também um pouco da história de Seu Deraldo quando morava no Ceará.
Episódio da Amazônia Biodivertida destacando a desventura do Imperador Palpatine ao cair na Amazônia depois do ataque rebelde, Ele tem uma "peia" ao tomar o Santo Daime. A Peia é uma reação que se dá ao tomar o daime, quando a pessoa tem alguma maldade ou energia negativa, o processo de purificação da alma é sofrido. O Episódio conta também um pouco da história de Seu Deraldo quando morava no Ceará.
11.8.09
Poesia adolescente...
... mas que sempre vale a lembrança e a vontade de fazer diferente.
Despertar é preciso.
Na primeira noite eles aproximam-se
e colhem uma flor do nosso jardim
e não dizemos nada.
Na segunda noite,
Já não se escondem;
pisam as flores, matam o nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
Já não podemos dizer nada.
Vladimir Maiakóvski,1930.
Despertar é preciso.
Na primeira noite eles aproximam-se
e colhem uma flor do nosso jardim
e não dizemos nada.
Na segunda noite,
Já não se escondem;
pisam as flores, matam o nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
Já não podemos dizer nada.
Vladimir Maiakóvski,1930.
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